Blog   EPIs   05 de outubro de 2020

Máscara de Proteção Respiratória: Descartáveis e Reutilizáveis

Tempo de Leitura: 6 minutos
máscara de proteção respiratória

As Máscaras de Proteção Respiratória (também chamados de respiradores purificadores de ar) são Equipamentos de Proteção Individual regulamentadas pela NR 6 e portanto obrigatórias para a proteção do trabalhador. Para que sejam necessárias, basta haver riscos no ambiente de trabalho que afetem as vias respiratórias dos trabalhadores do local.

Geralmente esses EPIs eram amplamente utilizados por indústrias e vários outros segmentos. Lembrando que as partículas consideradas contaminantes, estão presentes em diversas atividades de trabalho e em diversos perfis de empresa. No entanto, de repente os brasileiros tiveram que se familiarizar com uma série de palavras e conceitos, como pandemia, máscaras e respiradores. 

Na verdade, esta última palavra, além de se referir a um EPI, também é amplamente utilizada para se referir a equipamentos mecânicos para ajudar pacientes com insuficiência respiratória grave. Porém, neste artigo, trataremos apenas de Respirador como o Equipamento de Proteção Individual, certo? 

Bem, se você deseja saber mais sobre as Máscara de Proteção Respiratória, fique ligado neste artigo! Iremos mostrar a você as principais dúvidas que recebemos sobre este assunto e responderemos cada uma delas. Acompanhe! 

Para que serve a Máscara de Proteção Respiratória?

respirador saúde

Existe mais de um tipo de Máscara de Proteção Respiratória, cada um deles para diferentes fins. Alguns são usados ​para proteção contra poeiras, como os respiradores para trabalhadores da construção civil e outros contra vírus e bactérias, como os respiradores PFF2 usados por profissionais de saúde até mesmo agora na pandemia do Coronavírus.

A principal função de outras máscaras é proteger os pacientes ou manter um ambiente estéril (sem microorganismos ou incapacidade de reprodução), como máscaras cirúrgicas e outros respiradores. Cada atividade requer o tipo apropriado de máscara.

Aqui é muito importante ressaltar que as Máscaras Cirúrgicas não são consideradas EPI, apesar de serem muito importantes para a área da saúde. Isso porque elas não possuem Certificado de Aprovação e nem mesmo estão listadas no Anexo I da NR 6.

No entanto, elas podem ser certificadas pela ANVISA, aqui no Brasil. Oferecem proteção para usuário, evitando que as vias aéreas do usuário não tenham contato com gotículas de saliva, secreção, respingos de contaminantes e sangue, por exemplo.

Quais máscaras têm sido utilizadas pelo os profissionais de saúde durante o Coronavírus?

RESPIRADOR DESCARTÁVEL DRAGER 1620 PFF2 SEM VÁLVULA
RESPIRADOR DESCARTÁVEL DRAGER 1620 PFF2 SEM VÁLVULA

Profissionais da linha de frente no combate ao Coronavírus devem utilizar respirador PFF2 sem válvula, que são equivalentes aos famosos respiradores N95. Isso quer dizer, que o respirador precisa ter uma filtragem mínima de 95% dos contaminantes.

Sobre os Respiradores 

Um respirador é um equipamento de proteção individual (EPI) que cobre o nariz e a boca Ou até mesmo o rosto inteiro, o que é o caso dos faciais, e pode fornecer a proteção adequada para o usuário. Eles possuem filtros eficazes que podem reduzir a exposição respiratória a poluentes químicos ou biológicos aos quais os profissionais são expostos durante o trabalho. 

Existem muitos tipos de respiradores com base nos riscos e atividades. Os respiradores descartáveis ​​têm uma vida útil relativamente curta e são conhecidos pela sigla PFF, que é a sigla para PFF = Peça Facial Filtrante. Os respiradores de baixa manutenção são reutilizáveis, têm filtros dedicados para substituição e geralmente são mais duráveis.

Além de reter gotículas, os respiradores também dependem de sua classificação para evitar aerossóis contendo vírus, bactérias e fungos. No ambiente hospitalar, para evitar aerossóis contendo agentes biológicos, os respiradores devem ser equipados com filtros com autorização mínima de P2 ou N95. 

No caso dos filtros para respirador com manutenção, para combate ao CORONA pode-se utilizar filtros: P2, P3 e P100. Desde que todos tenham eficiência mínima de 95%. Lembrando que tem que se enquadrar nos preceitos de um N95.

Os respiradores com classificação PFF2 seguem as normas brasileiras ABNT / NBR 13698: 2011 e ABNT / NBR 13697: 2010 e as normas europeias, e sua eficiência mínima de filtração é de 94%. O respirador N95 está em conformidade com os padrões americanos e tem uma eficiência de filtração mínima de 95%.

Alguns equipamentos de proteção respiratória (por exemplo, equipamento de proteção facial), embora não sejam comumente usados ​​por profissionais de saúde, podem atender aos requisitos de desempenho. Em lojas de material de construção civil, você pode encontrar algumas máscaras PFF1. 

Embora não sejam adequadas para profissionais de saúde, são úteis para a população em geral porque limitam a propagação de gotículas. Para saber mais sobre este tópico, visite “Introdução à proteção respiratória biológica para profissionais de saúde”.

Aerossóis e gotículas: qual é a diferença?

As gotas são maiores do que 5 µm (micrômetros). Cada micrômetro é igual a um milésimo de um metro. Podem atingir o trato respiratório superior, nomeadamente a mucosa nasal e a mucosa oral. Em um aerossol, as partículas são pequenas e ficam suspensas no ar por um longo tempo. 

Após a inalação, eles podem penetrar mais profundamente no trato respiratório, causando doenças ocupacionais e acidentes do trabalho. Como as gotículas e aerossóis requerem diferentes métodos de proteção, é preciso tomar muito cuidado na hora de escolher a Máscara de Proteção Respiratória.

Respirador descartável de respirador reutilizável: como diferenciar?

O respirador descartável é uma única peça com onde o próprio respirador é o filtro. A vida útil deste respirador é relativamente curta. Respiradores reutilizáveis ou de baixo custo de manutenção possuem filtros especiais que devem ser descartados e substituídos. Sua estrutura é feita para ser reutilizado.

Com a flexibilização dos processos de fabricação, como podemos garantir a qualidade das máscaras?

Os fabricantes e importadores devem cumprir todas as outras obrigações e requisitos aplicáveis ao controle de dispositivos médicos, bem como as normas técnicas relacionadas aos produtos. Além disso, a empresa deve realizar o controle de pós-venda, ou seja, monitorar esses dispositivos após a venda. De acordo com a regulamentação brasileira, o fabricante ou importador é responsável por garantir a qualidade, segurança e eficácia do produto.

A fiscalização sanitária das esferas municipal, estadual e federal exige que os fabricantes produzam laudos atestando que atendem aos parâmetros técnicos definidos na Resolução do Conselho Universitário (RDC) 379/2020. No entanto, hospitais e departamentos de saúde devem coletar relatórios técnicos que garantam que todos os requisitos sejam atendidos durante o processo de compra antes de concluir a compra do produto.

Para quem deseja fabricar equipamentos médicos para o combate ao Covid-19, a Anvisa relaxou regulamentações administrativas, mas não abriu mão de exigências técnicas rígidas. Além disso, para os novos fabricantes, as inspeções e ações de inspeção serão mantidas. Os profissionais de saúde podem apontar as máscaras de baixa qualidade no site da Anvisa por meio do fiscal para apurar o produto e seu fabricante.

É importante ter muito cuidado com a utilização e manuseio das máscaras de proteção respiratória, pois ela é um tipo de barreira para que a pessoa não tenha contato com o vírus, por isso todo o cuidado e manuseio da mesma é importante para que evite a contaminação e assim a proteção seja de fato eficaz, que ela realize de fato o que precisa ser feito sem qualquer dano a saúde, visto que agora ela é um acessório indispensável para os profissionais da linha de frente.

Máscara de uso não profissional, você sabe o que é?

Também conhecidas como Máscaras de Tecido ou Máscaras Domésticas, são os modelos feitos artesanalmente com tecidos como algodão, tricoline, entre outros, e usados para cobrir nariz e boca em público durante uma pandemia. Essas máscaras atuam como barreiras físicas para reduzir a disseminação do vírus e, portanto, a exposição e o risco de infecção. 

Ao contrário das máscaras de uso profissional, essas máscaras comuns não possuem “elemento filtrante”, mas seu uso é uma importante medida de saúde pública que as pessoas devem adotar no combate à Covid-19, além do distanciamento social e da limpeza frequente das mãos. 

As máscaras de proteção para uso não profissional são destinadas à população em geral. Em caso de dúvidas sobre o vestuário, contra-indicações, tipos de tecidos, formas de uso, consulte o documento Orientações Gerais – Máscaras Faciais de Uso Não Profissional, elaborado pela Anvisa. Observe que as máscaras cirúrgicas e respiradores N95 devem ser reservados para profissionais de saúde.

A anvisa passou alguma orientação enquanto a confecção de máscaras caseiras e artesanais?

Sim, o documento “Diretrizes Gerais-Máscaras para Uso Não Profissional” coleta informações sobre os tipos de tecidos que podem ser utilizados, os procedimentos de produção das máscaras, cuidados e formas adequadas de uso. Além disso, alerta sobre técnicas de manuseio, limpeza e descarte, além de outras medidas preventivas contra o novo Coronavírus.

Continue a sua leitura com o nosso artigo sobre as Máscaras Domésticas.

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