Blog   EPIs   01 de março de 2021

Luvas descartáveis: Ministério deixa de exigir marcação do EPI

Tempo de Leitura: 3 minutos

Uma recente notícia sobre as Luvas Descartáveis tem deixado o mercado de EPIs confuso: o cancelamento da obrigatoriedade da marcação no EPI. Será mesmo que a partir de agora as Luvas Descartáveis não vão mais precisar vir com essa característica?

Essa notícia implica diretamente com os fabricantes de EPIs, mas também com os comerciantes e distribuidores. Isso porque uma vez que antes era obrigatório, este era mais um item a se verificar na hora de importar ou adquirir equipamentos. 

Agora, se não for mais obrigatório, essa atenção deixará de ser necessária. E para o consumidor final, será que vai ter algum problema? Bem, se pararmos para pensar que a marcação do EPI trazia informações pertinentes, pode fazer falta sim.

Também por saber que, havendo marcação, aquele produto havia sido produzido corretamente. Agora, se não houver mais essa necessidade, será que o consumidor final sairá prejudicado? Se você possui essas e outras dúvidas, vai gostar deste artigo.

Entenda tudo sobre a nova decisão do governo sobre as marcações nas Luvas Descartáveis aqui, no blog da Prometal EPIs!

Marcação do EPI nas Luvas Descartáveis: o que disse o Governo?

O que aconteceu é que a Coordenação de Normatização da Coordenação-Geral de Segurança e Saúde no Trabalho, da SIT/STrab/ME – Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia – autorizou que formas alternativas de marcações de EPIs fossem utilizadas e o motivo é muito simples: ampliar a proteção e diminuir o risco de contaminações por parte do usuário.

Como assim? Vamos explicar…

A decisão foi tomada depois de um pedido muito simples feito pela Comissão de Estudo de Luvas do CB-032 – Comitê Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual, da ABNT – Agência Brasileira de Normas Técnicas.

De acordo com as notícias divulgadas, a Marcação do EPI, que deveria conter todas as informações pertinentes sobre o produto, estava colocando os usuários em risco de contaminação. Isso por conta da tinta utilizada para a marcação neste tipo de luva.

Segundo Raul Casanova, Superintendente do CB32, os membros da CE (Comissão de Estudo) relataram à Coordenação do serviço todas as informações sobre os riscos de contaminação que as próprias luvas corriam caso fossem mantidas as exigências de marcação do EPI diretamente no produto, conforme era feito até então.

Depois disso, o próprio Ministério concordou e admitiu reconhecer o problema, afirmando, no Comunicado 57, publicado no início do mês, que: “vale ressaltar ainda que, após verificação junto à indústria nacional, constatou-se que existe a possibilidade de contaminação do equipamento pela tinta utilizada para marcação nesse tipo de luva, o que a inutilizaria para aplicação em alguns segmentos econômicos”.

Limitação para Fabricantes Estrangeiros

Ainda de acordo com Raul Casanova, haveria um outro problema que estava levando a decisão adiante: a limitação encontrada por fabricantes estrangeiros na hora de vender seus equipamentos. 

Isso acontecia pelo fato de que a Marcação de EPI só existe no Brasil, fazendo com que eles encontrassem dificuldades na hora de atender às exigências das marcações brasileiras.

Dessa forma, segundo as notícias oficiais, “fica autorizada a forma de marcação alternativa das informações obrigatórias previstas NR-06 e na Portaria SEPRT n° 11.437/2020, via embalagem, para as luvas de uso único (descartáveis)” desde o dia 10 de dezembro de 2020, data da publicação da decisão.

O que você acha da decisão tomada pelo governo?

Deixe o seu comentário! 

Registre-se
Notify of
guest
2 Comentários
Novos
Oldest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments


    Faça parte da nossa rede de contatos

    Estamos sempre em busca de novidades sobre equipamentos de segurança. Cadastre-se para recebê-las em seu e-mail.