Blog   EPIs   12 de junho de 2020

EPI para Câmara Fria – saiba mais sobre eles

Tempo de Leitura: 5 minutos
EPI para Câmara Fria

Muitas pessoas pensam que os Acidentes de Trabalho e Doenças Ocupacionais envolvem somente riscos físicos. No entanto, ambientes com temperaturas extremas, sejam elas altas ou baixas, também oferecem riscos. Por isso, o uso de EPI para Câmara Fria torna-se fundamental. 

Este ambiente em particular coloca o trabalhador em exposição direta a temperaturas que podem chegar a ser negativas, abaixo de 0 grau Celsius. Essas situações podem causar sérios danos ao nosso organismo, já que não foi feito para tal. 

Assim, o uso de Equipamentos de Proteção Individual torna-se mais do que uma obrigação e, sim, uma necessidade. Tanto em prol da segurança e proteção dos colaboradores, quanto da produtividade da equipe que poderá trabalhar com conforto e comodidade.

Também chamado frio ocupacional, o trabalho em Câmaras Frias faz com que ocorra a diminuição da temperatura interna do corpo. Assim, acontece além do desconforto que pode ser prejudicial, prejuízos ao bem-estar do colaborador e até mesmo o desenvolvimento de úlceras na pele, cefaleia e diversas outras doenças

É justamente para evitar que isso aconteça que o emprego do EPI para Câmara Fria é tão importante. Mas é claro, é preciso escolher os EPIs com responsabilidade. Mas antes, vamos falar um pouco mais sobre a Câmara Fria? 

Câmara fria: o que significa e quais os riscos?

Câmara Fria é como se chama o espaço para armazenagem de produtos que necessitam de um controle rígido de temperatura. Geralmente utilizada no setor alimentício e farmacêutico, este ambiente é essencial para a conservação tanto de alimentos perecíveis quanto de medicamentos e outras substâncias químicas. 

Dessa forma, estão expostos aos riscos aqueles colaboradores que desenvolvem atividades em açougues, mercados, grandes farmácias, portos, caminhões contêineres, indústrias de laticínios, áreas específicas de hospitais, entre outros.

É válido lembrar que os riscos associados às baixas temperaturas também devem ser ligados ao tempo de exposição do trabalhador. Por este motivo, muitas vezes o recomendado é que as equipes façam pausas ao longo das atividades. 

Isso porque quando o nosso corpo atua em exposição às baixas temperaturas, o nosso organismo entra em vasoconstrição e há redução da circulação sanguínea como maneira de nos proteger. Assim, uma série de fatores podem desenrolar doenças ocupacionais e acidentes de trabalho que serão ocasionados devido à exposição intensa ao frio. 

Caso isso ocorra, além do trabalhador ser prejudicado em sua saúde e segurança física, a empresa também sofre ação judicial. Como o uso de EPI para Câmara Fria é obrigatório, caso haja um acidente e o trabalhador não esteja usando o equipamento adequado, a empresa será responsabilizada. 

Exemplos de Doenças Ocupacionais 

Com o intuito de evitar todo tipo de doenças ocupacionais é que o EPI para Câmara Fria é utilizado. Além disso, outras Medidas de Controle de Risco deverão ser tomadas antes mesmo da utilização do Equipamento de Proteção Individual. 

Entre os exemplos de doenças causadas pela exposição às baixas temperaturas em Câmaras Frias, estão:

  • Úlceras: pequenas lesões na pele que podem gerar alterações na cor, bem como causar dores e até formação de bolhas;
  • Hipotermia: esta é uma consequência grave e que pode, eventualmente, levar ao coma ou morte. Trata-se de um estado em que o corpo perde a sensibilidade e a força muscular, levando à redução da capacidade de percepção; 
  • Pé de imersão: esta é uma doença que acomete trabalhadores que ficam com os pés expostos a água fria ou locais úmidos, causando estagnação do sangue e consequente paralisação dos pés e pernas;
  • Fenômeno de Raynaud: em virtude da diminuição da circulação sanguínea nos dedos, os membros podem ficar azulados e insensíveis, com sensação de dormência;
  • Perniose: ao sofrer congelamento, algumas partes do corpo podem ficar com queimaduras e sensação de dor. O tratamento é complicado e bastante demorado.

Como avaliar as condições de trabalho?

Uma vez que a sensibilidade ao frio pode variar bastante de pessoa para pessoa, são levados em conta três fatores para avaliar se os trabalhadores estão realmente expostos a baixas temperaturas e potencialmente prejudiciais. São eles:

  • Temperatura do ambiente, medida com um termômetro capaz de registrar inclusive valores abaixo de zero;
  • Velocidade do vento;
  • Atividade física, que considera tabelas de gasto calórico em cada atividade.

Esses pontos ajudam a determinar o grau de exposição do profissional a temperaturas baixas e as medidas de segurança necessárias. Em suma, quanto menor for a temperatura do local de trabalho, maior deve ser o isolamento térmico proporcionado pelos EPIs para câmara fria.

Adicional de insalubridade

Já que este é um ambiente que deixa o trabalhador em exposição ao frio intenso, considerado um potencial risco à saúde, é fundamental adotar cuidados específicos para garantir a segurança dos profissionais. Quando essas medidas de segurança não são adotadas, portanto, a empresa pode ter problemas judiciais e ter que pagar o adicional de insalubridade a seus funcionários — que corresponde a 20% do salário mínimo, por ser considerada de grau médio.

Por outro lado, quando as práticas de segurança são atendidas, a atuação em câmara fria não exige o pagamento da compensação.

As principais precauções necessárias são:

  • Fornecimento gratuito de Equipamentos de Proteção Individual adequados;
  • Repouso de 20 minutos a cada uma hora e meia trabalhada.

No caso da exigência de repouso, vale lembrar que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) determina que este período de pausa de segurança deve ser computado como tempo de trabalho efetivo — e jamais descontado do trabalhador. Esta regra dos intervalos vale igualmente para profissionais que movimentam mercadorias e transitam entre ambientes com temperatura normal e ambientes gelados.

EPI para Câmara Fria: Veja a lista completa!

Antes de mais nada, vale destacar que é um dever da empresa contratante fornecer gratuitamente todos os Equipamentos de Proteção necessários para garantir um trabalho seguro a seus colaboradores. No caso da câmara fria, a lista dos dispositivos de segurança obrigatórios inclui os seguintes itens:

  • Uniforme completo para câmara fria

Composto por blusa e calça, ambos fabricados em material térmico e impermeável, este EPI para câmara fria protege não apenas o tronco, como também os membros do usuário de modo a evitar o contato direto com o frio intenso.

  • Luvas de segurança

As luvas térmicas protegem as mãos do trabalhador contra os efeitos da baixa temperatura, mas deve-se ficar atento para que o dispositivo não comprometa a execução das tarefas manuais.

  • Capuz de proteção

O capuz térmico para câmara fria é um EPI responsável por proteger a cabeça e o pescoço do profissional e, assim como acontece com as luvas, seu uso não deve atrapalhar a amplitude de visão do usuário.

  • Bota térmica

Garante a proteção dos pés contra o frio extremo, mas seu uso deve ser feito sempre em conjunto com meias térmicas específicas para câmara fria para garantir uma proteção completa e eficiente.

Veja aqui os EPIs indicados para utilizar na Câmara Fria!

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