Blog   EPIs   20 de abril de 2021

Luva para Câmara Fria: Como escolher a ideal?

Tempo de Leitura: 6 minutos
Luva para Câmara Fria

Ambientes com temperaturas extremamente frias oferecem muitos riscos à saúde do trabalhador que precisa desenvolver suas atividades no local. Por este motivo, são empregados EPIs como a Luva para Câmara Fria, que nós veremos hoje aqui neste artigo.

Como esse tipo de trabalho não pode ser evitado, é necessário eliminar ou atenuar o máximo de riscos possíveis a fim de proteger o trabalhador. Assim, são tomadas medidas preventivas de SST para que a produtividade aconteça em segurança. 

Dentre estas medidas, estão os Equipamentos de Proteção Individual, obrigatórios e essenciais para resguardar a vida e a segurança física daqueles que trabalham no local. A Luva para Câmara Fria é apenas um dos produtos utilizados por estes profissionais e, por isso, é tão importante de ser compreendida.

Além do mais, não é só chegar em uma loja qualquer e pedir por este nome que você vai estar garantindo o EPI ideal. É necessário conhecer o produto, suas principais características, funcionalidades e colocar tudo isso de acordo com os riscos encontrados no ambiente, que vão além da temperatura.

Geralmente, são muitos os riscos que em conjunto podem colocar o trabalhador em perigo. Por isso, mais de um EPI poderá ser empregado, cada um oferecendo um tipo de proteção diferente. Bem, se você deseja saber mais sobre a Luva para Câmara Fria, dentre outros EPIs para este mesmo risco, fique de olho neste artigo! 

O que é uma Luva para Câmara Fria? 

A Luva para Câmara Fria é um Equipamento de Proteção Individual regulamentado pela NR 6 e obrigatório em determinadas áreas profissionais. Sua principal diferença em comparação às demais Luvas de Segurança é que o produto é adaptado para oferecer resistência a baixas temperaturas, muitas vezes extremas. 

É certificada pela Norma Europeia EN 511:2006 que define que, além da proteção contra baixas temperaturas, os produtos desta área deverão oferecer resistência a certos níveis de 

Agora você pode estar se perguntando: mas por que tem tantas normas europeias? E as Normas Regulamentadoras?

Bem, no caso das Luvas de Segurança, você terá que seguir todas elas! A NR 6, por ser a Norma Referente aos EPIs aqui no Brasil e, além das demais acima, ainda existe a EN 511, que define os testes pelos quais os equipamentos deverão ser aprovados. 

Atualmente, a Luva para Câmara Fria deverá ser aprovado em três deles: 

  • Resistência ao frio convectivo: se refere à perda de calor nas mãos por transferência de temperatura. A classificação se dá em níveis de 0 a 4;
  • Resistência ao frio de contato: se refere ao contato com objetos frios. A classificação se dá em níveis de 0 a 4;
  • Impermeabilidade: se refere à penetração de líquidos no material. A classificação se dá em 0 (permeável) ou 1 (impermeável).

Como você pôde ver, cada um destes testes dá um resultado que vai de 1 a 4, indicando o nível de proteção das luvas para este tipo de resistência. No caso da Luva para Câmara Fria, para que ela tenha resistência contra o frio, ela deverá ter no mínimo o nível 1 contra abrasões e rasgos, de acordo com a EN 388.

Agora, para que ela seja definida como uma luva de segurança nível 2, 3 ou até mesmo 4 contra baixas temperaturas, seja por convecção ou contato, então este EPI deverá ter no mínimo o nível 2 no que se trata de resistência a abrasões e rasgos.

Riscos das Câmaras Frias

Como já mencionamos anteriormente, as Câmaras Frias oferecem muitos riscos para a saúde dos trabalhadores que estão ali diariamente. Só que como este trabalho não pode simplesmente ser evitado, então os riscos precisarão ser controlados ou eliminados. 

A identificação dos riscos de um ambiente de trabalho deverá ser feita através de uma análise minuciosa do local. No entanto, podemos elencar alguns riscos considerados comuns nestes ambientes, e que por isso é correto classificarmos aqui.

São eles:

  • Hipotermia – de todos, esse seria um dos piores riscos deste ambiente de trabalho. Faz com que o trabalhador perca a temperatura do corpo inteiro, o que pode causar diversos distúrbios que precisam ser evitados;
  • Doenças Respiratórias – gripes e resfriados;
  • Fenômeno de Raynaud – é quando ocorre a perda do fluxo sanguíneo normal para os dedos. Causa aquela aparência pálida ou azulada nas mãos, fazendo com que o trabalhador perca a sensibilidade e comece a sentir latejamentos e ardências. Pode causar um congelamento ou até mesmo uma artrite reumatóide;
  • Frostbite – é quando acontece uma queimadura causada pelas baixas temperaturas. O fenômeno cria uma espécie de cristalização de gelo na camada da pele que pode gerar edemas, necroses, entre outros problemas graves.
  • Congelamento – o próprio nome já indica, é o congelamento de alguma parte do corpo do trabalhador, o que pode ocasionar infecções, gangrena, dentre outros.
  • Perniose – também conhecida como “frieira”, o problema pode ocorrer até mesmo depois da exposição às baixas temperaturas, gerando coceira, ardência e sensação de formigamento.
  • Doenças Pulmonares – pneumonia; etc.
  • Entre outros.

Todos esses riscos de doenças ocupacionais podem evoluir para quadros piores, envolvendo danos ainda mais graves para o trabalhador. Lembrando que a saúde e segurança física da equipe é um dever do empregador e que, por isso, em caso de algum problema, o mesmo também deverá arcar com as consequências.

Os EPIs para Câmara Fria são fundamentais para garantir a proteção do trabalhador, além de prevenir doenças ocupacionais.

Como escolher a Luva para Câmara Fria?

Agora que você já sabe o que é uma Luva para Câmara Fria e quais são os riscos que ela ajuda a proteger, está na hora de saber como escolher a sua. Para isso, existem alguns pontos importantes a se esclarecer e, depois, alguns passos a se seguir. 

Vamos por partes!

Inicialmente, é fundamental alertar que a escolha do EPI vai depender exclusivamente de programas como o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (ou o novo PGR, que entrará em vigor em agosto deste ano, saiba mais aqui!).

Este programa faz exatamente aquela análise minuciosa que comentamos no início do texto, sabe? A fim de identificar cada um dos riscos existentes no ambiente de trabalho e também nas atividades a serem desenvolvidas. Somente depois de saber exatamente quais os riscos existem, é que os EPIs serão definidos.

Bem, tendo dito isso, vamos dizer que foi constatado a presença do risco de baixas temperaturas, devido à Câmara Fria. Neste caso, sabemos que a Luva para Baixas Temperaturas será necessária e por isso podemos partir para a parte da escolha do EPI.

Para isso, observe 2 pontos fundamentais:

  1. O pictograma indicando os níveis de resistência para o frio, abrasão e rasgos daquela luva para câmara fria;
  2. Se o EPI possui o Certificado de Aprovação emitido pelo Ministério da Economia.

Tendo observado essas duas informações, você saberá que está levando um Equipamento seguro e de confiança para a sua casa. Além disso, é bom saber que os tecidos mais indicados para baixas temperaturas são o próprio algodão, jersey ou felpudo; ou então frios sintéticos com revestimento de látex, PVC, nitrílico, neoprene, entre outros. 

Outra dica interessante é que você procure adquirir o equipamento em uma Distribuidora de EPIs que seja da sua confiança, ou que possua tradição no mercado. Assim, você poderá seguir a orientação do atendente, que provavelmente será especializado, e terá a certeza de estar adquirindo um produto de qualidade.

Demais EPIs para Câmara Fria

Lembra quando mencionamos que para que haja Segurança do Trabalho, não é preciso utilizar somente um EPI mas, sim, um conjunto de EPIs. Sendo assim, não é somente a Luva para Câmara Fria que é necessária nestes ambientes.

Se as mãos correm todos aqueles riscos que vimos acima, os pés correm também, da mesma forma e, por isso, também devem ser protegidos. Veja quais são os demais EPIs para Câmara Fria e, depois, saiba onde encontrá-los:

  • Bota Térmica de Couro ou PVC;
  • Calça Frigorífica de Nylon;
  • Capuz de Malha;
  • Colete de Nylon Térmico;
  • Japona Frigorífica;
  • Luva para Câmara Fria (conforme já mencionamos);
  • Meias Térmicas;
  • Óculos de Segurança (quando há a necessidade). 

Cada um destes equipamentos passará a ser obrigatório se no PPRA for definida a sua necessidade. Por isso, é sempre importante levar em consideração o programa de prevenção de riscos, bem como as medidas de controle de risco que serão tomadas.

Onde encontrar a Luva para Câmara Fria e demais EPIs?

O melhor local para adquirir Luva para Câmara Fria com um excelente custo benefício é aqui, na Prometal EPIs!

Confira a lista completa dos EPIs para Câmara Fria aqui!

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